Pergunte ao Especialista

Envie a sua pergunta para o nosso especialista, Normando Alves. Deixe a Termotécnica Para-raios continuar fazendo parte da construção de seu conhecimento! .

169 Comentarios em “Pergunte ao Especialista

  1. Marcelo Pereira says:

    Normando, boa noite
    Vou refazer o SPDA de uma torre com 16 andares, porém, conforme a norma NBR 5419/2015, será necessário a construção de um aterramento em anel no estacionamento, subsolo do prédio pois o cliente não permite a quebra do lado externo próximo ao prédio. Durante avaliação, percebi que esse projeto será muito trabalhoso e caro, devido ao grande perímetro do prédio. Sendo assim, estou analisando a possibilidade de utilizar as armaduras de concreto da edificação como Subsistema de descida e aterramento, desde que os testes de continuidade estejam de acordo com a Norma 5419/2015. Utilizando as armaduras da edificação será menos oneroso para o clientes e mais segurança de acordo com a Norma. No entanto, essa edificação foi construída em 1983, somando 36 anos de idade. Seria aconselhável a utilização das armaduras desse prédio com essa idade com os testes de continuidade atendendo a Norma? Estou com receio.
    Obrigado.

  2. Aloisio Silva says:

    Normando, em telhados metálicos com espessura dentro da norma mas que possuem algumas telhas transparentes de plástico é aceitável usá-lo como captor natural ou é necessário também a instalação dos mini captores?

  3. normando says:

    Antonio, bom dia, segundo a norma todas as tubulações metalicas que cruzem com a malha de aterramento deverão ser interligadas no ponto de cruzamento. Se não cruzarem mas estiverem proximas, a melhor sugestão é interligar, mas se essa interligação for dificil, então a melhor saida é calcular a distancia de segurança para ter certeza se irá ocorrer um centelhamento ou não. Se não conseguir manter essa distancia minima (s) , então terá obrigatoriamente que interligar. Abraços

  4. Cristian says:

    Boa tarde Normando!
    Posso projetar a captação de uma edificação com cabos de cobre nu e as descidas verticais em fitas de alumínio? Ou essa situação híbrida não é recomendada por limitações técnicas?
    Estou pensando em corrosão no cabo nu devido à diferença dos metais e também na possibilidade de fragilidade na transição destes. O que você orienta a respeito?

  5. Bianca says:

    Boa tarde Normando!
    Eu entendo que se um prédio está atendendo a norma de 2005, as medições de continuidade e instalação de DPS deve suprir boa parte da adequação necessária. Pois como vc falou, quando um edificação (ex: prédio residencial) pela norma de 2005 era nível 3, fazendo os cálculos de risco pela nova norma ele irá possivelmente para o nível 4.
    O que me preocupa é a questão do cabo de aterramento.
    A nova norma exige um cabo de aterramento de cobre nú 50mm2 de 7 fios com 3mm cada fio.
    E na maioria de construções existentes onde encontramos a malha o cabo utilizado é de 19 fios pois a norma de 2005 não especificava a quantidade de fios, e então pela norma 5410/2008 é citado o cabo para malha de aterramento com o cobre nú 50mm2 com 1,8mm cada veio (fio).
    Sendo totalmente inviável a troca de toda a malha, e assim não é possível atestar pela norma de 2015?

    • normando says:

      Prezada Bianca,
      Em alguns casos acontece isso, mas não é uma regra, em outros casos a situação é oposta, se eu tinha instalação na norma de 2005 com nível 4, ela poderá subir para nível 2 ou 1 dependendo dos fatores de ponderação. Como a norma 2015 tem mais e mais precisos fatores, qualquer uma das situações pode acontecer.
      Com relação aos cabos , você so tem que obeceder á NBR5410 quando estiver fazendo um projeto de BT, se vc está avaliando com base na NBR5419 vc tem que seguir essa norma.
      Apesar da versão anterior não entrar em detalhes construtivos , e também pelo fato desta norma não ser uma norma de produto e sim de práticas de engenharia ela mencionava apenas a seção transversal dos condutores segundo os principais fabricantes de cabos eles seguiam a NBR6524.
      Bom se era essa mesma a norma que eles seguiam estavam nos enganando a décadas sem que percebêssemos, porque a grande maioria dos condutores encontrados nos revendedores de materiais elétricos além de não atenderem á seção mínima transversal, não obedeciam também ao nr. de fios e nem á seção individual de cada fio, são os chamados “CABOS COMERCIAIS” , ou seja fora das normas.
      Com relação a ser inviável trocar o cabo do aterramento eu não concordo, havendo recursos disponíveis e vontade tudo é possível. Ainda associado a esse tema, lembre-se da responsabilidade técnica civil e criminal do responsável por essa obra, talvez refazer a obra fique mais barato que um processo judicial, além do desgaste emocional.
      Abraços.

  6. ANTONIO COSTA says:

    Prezado Normando,
    A tubulação de gas GLP, metálica, próxima ao anel de aterramento do prédio com SPDA deve ser interligada para evitar diferenças de potencial, correto?

  7. Michelle says:

    Prezado Normando,

    Estou com um caso de construção de duas edículas de gás próximas a uma edificação. A edificação possui SPDA estrutural e as edículas estão sob o volume de proteção.
    Gostaria de saber quais equalizações são necessárias para evitar o centelhamento perigoso. Além das equalizações das tubulações de gás, cilindros, grades e portas metálicas, e ferragens da edícula, é também necessário a interligação da edícula com a malha de aterramento da edificação principal (no caso as ferragens da fundação)? A equalização é necessária em qualquer caso, ou somente quando o gás for inflamável? Uma das edículas vai abrir acetileno e a outra ar-medicinal, óxido nitroso, ar sintético e argônio. Desde já agradeço a atenção.

    • normando says:

      Michelle, A equipotencialização tem 2 objetivos, um é evitar choques com pessoas e o ouro é centelhamento, assim a recomendação é aterrar e equalizar tudo nessas proximidades.

  8. Aírton Bezerra says:

    Normando, pode fazer a descida dos para raios pelo shaft de um prédio já que pela parte externa, laterais e fundos é inviável pois a edificação encosta nas laterais e fundo do terreno.

    • NORMANDO says:

      Airton, voce experimentou fazer os teste de continuidade da estrutura para substituir as descidas por descidas naturais ? A sua solução tem que ser a ultima das ultimas, as descidas de SPDA dentro de um shaft com outros sistemas , não vai dar certo.

  9. Marcelo Figueiredo says:

    Prezado Normando,
    a) Para uma subestação de concessionária de 138kV, de onde saem diversos circuitos de distribuição para consumidores, é necessário o estudo do gerenciamento de risco para determinação da classe do SPDA, visto que esse local presta serviços essenciais para a população portanto evidencia a necessidade de proteção nível 1?
    b) Considerando a subestação descrita acima, localizada debaixo de linhas de transmissão, cujos cabos para-raios estão a uma altura superior a 25 metros, e supondo nivel 1, cujo raio da esfera é 20 metros, esses cabos proporcionam alguma proteção? As estruturas mais altas da SE estão a 9,5 metros e 12 metros do solo.
    Aguardo seus comentários,
    Obrigado

    • normando says:

      Marcelo, suas ponderações fazem sentido mas infelizmente não estão respaldadas pela norma, a minha sugestão é que vc faça o gerenciamento de risco e desenvolva o projeto com base nas informações do GR, inclusive na parte de documentação a norma exige a apresentação do GR.

      Abraços,

  10. sandro says:

    Boa tarde… em um empreendimento, onde existe vários blocos… mas cada um deles tem terá um nível de risco em virtudes das características de cada um… serão interligados à mesma malha de aterramento no terreno… está correto? … ou a malha de cada um deve ser independente?

    • normando says:

      Sandro,
      A principio malhas de outras edificações não necessa´riamnete deverão ser interligadas, porém se essa distancia for de poucos metros (3 ou 4 metros) a sugestão é interligar , porém não é obrigatório porque a norma quer é que cada edificação tenha todos seus serviços equipotencializados, ela não entra no mérito das vizinhanças.

      Abraços

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