Pergunte ao Especialista

Envie a sua pergunta para o nosso especialista, Normando Alves. Deixe a Termotécnica Para-raios continuar fazendo parte da construção de seu conhecimento! .

324 Comentarios em “Pergunte ao Especialista

  1. Matheus says:

    Bom dia, prezado Eng. Normando,

    considerando uma edificação com SPDA classe IV, tendo Quadro Geral e BEP bem próximos ao ponto de entrada do alimentador principal, previ DPS classe I e II para esse quadro.

    Do quadro geral saem alimentadores secundários subterrâneos em área externa à edificação dentro da ZPR0B e adentram em outros pontos da mesma edificação. Para os quadros relativos a esses alimentadores secundários, seriam necessários DPS classe I e II ou apenas classe II seriam suficientes?

    • normando says:

      Prezado Matheus , como a alimentação desses quadros secundários saiu da zona 1 e voltou para a zona zero, para entrar novamente na zona 1 , vc teria que colocar os DPS tipo 1 e 2 nesses outros quadro. Abraços,

  2. geovanne says:

    Bom dia,
    é aceitável o uso de trilho de trem (carris) como uma haste captora ? Encontrei uma instalação onde foi instalado um trilho ( instalado verticalmente) onde o mesmo se comporta como um captor natural.

  3. Michelle says:

    Bom dia, Normando,
    Estou com a seguinte situação. Edificação principal com SPDA antigo, gaiola de Faraday + descidas com 3 hastes de aterramento (sem anel unificando as descidas). Construção de duas construções anexas novas no terreno. Um das das construções Anexo II (2ºpavimentos) é independente e distante de aprox. 30 metros da edificação principal. O Anexo I (5 pavimentos) é distante uns 20 metros da edificação principal e interligado por uma passarela ao nível do 1ºpav. Fiz o estudo da esfera rolante e não vi necessidade de colocar captação na passarela. Os prédios Anexos foram projetados com SPDA estrutural e foi previsto interligação com o aterramento do prédio principal com cabo de cobre nú enterrado, utilizando as caixas de equalização previstas para os anexos, sendo o ponto mais próximo em cada situação, sendo então distintos. Foi prevista também interligação entre o aterramento dos Anexos entre as duas caixas de equalização com cabo de cobre nú enterrado. A mesma subestação de energia que alimenta a edificação principal alimentará os dois anexos. E há cabo telefônico que sai do Anexo 1 e vai ao Anexo 2 subterrâneo. 1ªdúvida: Se não tem captação na passarela de interligação, precisa ter o aterramento no baldrame da passarela? 2ªdúvida: o fato da edificação principal não ter o aterramento em anel, essa interligação entre os aterramentos pode ser ruim? A interligação dos aterramentos é recomendada/necessária?? 3ª dúvida: o cabo de cobre enterrado interligando edificações pode ser perigoso? Desde já agradeço a atenção.

    • normando says:

      Cara Michelle, sua pergunta é um testamento, mas vamos láa , vou tentar ser breve e objetivo.
      Na norma NBR5419/2015 não menciona nada sobre interligação de malhas de aterramento de edificações distintas. Se isso fosse importante a norma iria recomendar ou obrigar.
      Aterramentos distintos não precisam ser interligados uma vez que em alta frequência cada metro de cabo tem uma impedância relativamente alta que impossibilita essa pretensa equalização de potenciais. Resumindo , exceto se essas malhas estiverem muito próximas (até uns metros de distancia) não precisa interligá-las, porém não tem nada na norma que proíba, então considero desnecessária essa interligação. Ssa ligação não é perigosa , apenas desnecessária.
      A malha de aterramento da edificação principal já existente, não atende á norma por não ter o anel de aterramento e precisa validar se o comprimento do eletrodo de aterramento está correto.
      Quanto á passarela , se a esfera rolante não atinge ela , ela está na zona 0b ou seja dentro do volume de proteção então não precisa de sistema de captação. Se ela for de concreto / alvenaria ta tudo bem, porém se for metálica ela precisa ser aterrada visando melhorar a proteção das pessoas que irão frequentar essa passarela, ou se aproximat dela . Acredito que respondi tudo, abraços.

  4. normando says:

    Prezado Bernado, voce está corretissimo. A barra chata de aluminio no topo do edificio tem a função de receber o raio e proteger a platibanda, se elea está mais baixa ou embutida na platibanda, obviamente não está protegendo nada, alem do mais na tabela 5 da parte 3 da norma está explicito que o Aluminio não pode ficar dentro do reboco concreto ou alvenaria.
    O fato dele ter um docuemnto dos bombeiros isso não minimiza a responsabilidade dele, de não ter seguido o projeto e de ter cometido uma barbaridade de instalar o luminio dentro do reboco, concreto ou alvenaria, que é proibido na tabela 5 da parte 3 da norma NBR5419/2015.
    O projetista tem a função de projetar corretamente e o instalador deveria instalar corretmente, que parace que não aocnteceu.
    A minha sugestão é que vc emita um relatorio de não conformidade da instalação.
    Outra coisa se é um SPDA natural é obrigaroio que existam as medições de continuidade eletrica das ferragens, existe esse docuemnto ??

    Abraços.

  5. Giancarlo says:

    Estamos com uma situação incomum, recentemente tivemos uma grande tempestade, num condomínio de 2 blocos de 8 andares, os dois blocos com para-raios com um SPDA aparentemente bem completo e revisado anualmente, um raio veio a acertar o prédio numa posição horizontal ou simplesmente o raio foi tão forte que acertou o para raio e a laje do prédio ao mesmo tempo danificando a.fachada da lateral do prédio, existe alguma análise para ou possibilidade do raio cair exatamente onde não tem o para-raios sendo que a posição do para raio está bem próximo tipo 10 metros a frente e uns 2 metros acima do local danificado? Obs: a parte danificada do concreto não apresenta queimaduras somente foi estilhaçada, a parte danificado são chaminés em concreto das churrasqueira que ficam mais elevadas que a laje do telhado mas o para raio fica uns 2 a 3 metros mais alto ainda.

    • normando says:

      Prezado Giancarlo,
      O raio é um evento da natureza, incontrolável e estatístico. Não é possível prever o comportamento de um raio, mas existem diversas atitudes que podem ser tomadas para minimizar os danos e prejuízos. Essas regras estão num documento que é a norma NBR5419 da ABNT que resolve a maioria dos casos comuns. Porém alguns raios apresentam comportamentos fora do comum e podem trazer transtornos e prejuízos, ou até a perda de vidas humanas.
      Segundo sua descrição deve ter ocorrido uma descarga lateral , comum em edificações acima de 20 metros.
      Para poder falar , necessitaria de ir no local para tirar mais conclusões. A norma sugere que sejam feitas inspeções sempre que a edificação for atingida por uma descarga atmosférica. Assim sugiro que seja contratado esse serviço para tentar coletar mais informações e apresentar sugestões , caso sejam necessárias.
      Abraços,

    • normando says:

      Edilson, são componentes diferentes com objetivos diferentes. O relé de sobre tensão é projetado para funcionar em 60 ciclos, já os DPS tem foco em alta frequencia , coisas diferentes.

  6. Emerson says:

    Bom dia Normando,

    Um SPDA construído conforme a NBR 5419 de 2005 deverá sofrer alguma alteração no projeto para estar de acordo com a nova NBR 5419 de 2015 ou uma Análise de Risco que aponte o resultado como tolerável e mais as inspeções de rotina já é o suficiente para atender a nova NBR?

    • normando says:

      Emerson, na mina opinião o sistema deverá ser adequado á norma vigente, para aumentar a proteção e segurança dos usuários.
      Sugiro fazer um gerenciamento de risco para direcionar a sua sugestão de adequação.
      Se essa isntalação estiver realemnte na norma anterior o nivel de interferencia será minimo.

      Abraços,

  7. CARLOS AZEVEDO says:

    Bom dia. Em um SPDA, que utiliza como método de captação os sistemas Franklin e Gaiola de Faraday (método das malhas), os condutores de descidas são estruturais. Como o prédio tem uma altura de 60 metros, se eu utilizar apenas as descidas estruturais (na quantidade necessária de acordo com NP III) é preciso fazer o anel de cintamento? Caso eu utilize somente descidas estruturais, as próprias ferragens não seriam o anel estrutural de cada andar? Lembrando que as descidas foram aprovadas em testes de continuidade.

    • normando says:

      PREZADO CARLOS AZEVEDO, a norma fala que se vc está usando o SPDA natural não precisa fazer os aneis intermediarios pois as ferragens das lajes e vigas já fazem este papel naturalmente . Só é obrigatorio no ssitema não natural (externo).
      Abraços,

  8. Normando says:

    Bernardo, a instalação tem que seguir rigorosamente o projeto. Se não etá igual, então é uma não conformidade, a instaladora tem que ir no local e consertar.
    Eu emitiria o relatório técnico com não conformidades, até que a instaladora conserte, e voce cobra uma nova vistoria para emitir o relatório de conformidade, se a instalação estiver de acordo com o projeto.

    Abraços.

  9. Matheus says:

    Bom dia, prezado engenheiro Normando,

    1. Em um sistema de SPDA convencional, como medida de proteção contra toque e passo, em torno de uma descida pela parede projetei camada de 20cm de brita no solo em raio de 3m em torno da caixa com haste enterrada correspondente a essa descida, pois é próxima(1m) de um ponto de acesso. É necessária alguma medida de proteção no piso interno à edificação? Pergunto porque nesse ponto em específico, o piso interno tem cota de 36cm em relação ao solo externo, já em outros casos a cota é bem maior, de 1m.

    2. Ao ler a parte 3 da NBR 5419, o entendimento que tive é que uma vez garantidas distâncias de segurança não há necessidade de equipotencializar partes metálicas para proteção contra centelhamentos. Garantida a distância de segurança, considera necessário aterrar corrimão metálico em escada de acesso externa por meio de interconexão com o anel de aterramento passante nas proximidades?

    Agradeço desde já

    • normando says:

      Prezado Mateus, as suas considerações estão corretas. Para quem está dentro da edificação não precisa se preocupar com tensões de passo e toque , uma vez que essas pessoas dentro do anel de aterramento tem risco tolerável.
      Sim é correto, e vc conseguir manter as distancias de segurança em todo trajeto da captação e descidas , vc não precisa interligar no SPDA, porém em algumas situações não é possivel manter essa distancia então vc terá que interligar e analisar se precisa toma outras medidas complementares ou não.
      Com relação á essa escada metalica perto do solo, devrá ser interligada no ponto mais proximo da malha de aterramento.
      Demais estruturas metalicas internas ou sistemas operacionais podem ser interligados np BEP ou BEL, depende de quem está mias proximo.

      Abraços

  10. Bernardo Oliveira says:

    Bom dia.
    Caro Normando, deparei-me com uma situação inusitada que gostaria de compartilhar com você, e ter sua visão sobre.
    Brevemente me apresento com eng. eletricista, que foi contratado para fazer um laudo de um SPDA em um edifício residencial, de 15 pavimentos com área de laje de aproximadamente 250 metros.
    De posse da planta do projeto do SPDA, verifiquei que constava a instalação de uma barra chata de alumínio 7/8 x 1/8 de polegadas SOBRE o peitoril da laje da cobertura por todo o perímetro (na Platibanda que tem 1,2 metros acima da laje em si).
    Porem, ao fazer uma inspeção visual do sistema não foi constatado a presença desta barra. Em verdade encontramos, em dois pontos da platibanda, a barra aflorando para a superfície de dentro da alvenaria. Nestes dois pontos a barra se conecta a barras de aço da estrutura (o subsistema de descida projetado é estrutural).
    Eu não entendi a execução, pois a barra de alumínio desempenha o papel de captor (certo?) e como um captor é instalado embutido em uma parede, e não acima desta?
    Ao tentar manter um dialogo com a empresa executante, está foi evasiva, afirmando que “executei o projeto, e tenho o laudo aprovação do corpo de bombeiros”; já o projetista me disse (e é por isto que consulto a Termotécnica): “ eu apenas faço projetos, não fiscalizo execução; e meus projetos e lista de matérias são checados por uma empresa especializada no ramo, a Termotécnica!”.
    A meu ver o projeto está correto, uma vez que no projeto a tal barra de alumínio está SOBRE o peitoril, porem não foi instalado assim.
    Normando, faz algum sentido, uma barra ser instalada abaixo da superfície do peitoril, dentro da “parede” e funcionar como captor? Eu não consigo encontrar base técnica para tal instalação na 5419. Você pode me dar sua visão?

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