Como funciona a coordenação entre DPS?

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Você já deve ter ouvido falar no termo coordenação de DPS, mas será que você sabe o que ele significa? É sobre isso que vamos falar hoje no nosso podcast! Eu sou Nikolas Lemos e seja muito bem-vindo.

Existem dois tipos de surtos elétricos causados pelas descargas atmosféricas. O primeiro, que pode ser representado em laboratório pela forma de onda 10/350 microssegundos, ocorre devido ao impacto direto do raio no SPDA ou nas linhas de alimentação da edificação e, por isso, é chamado de surto conduzido. Sua energia é tão grande que é capaz de causar incêndios ou até mesmo a explosão dos quadros e equipamentos. O segundo tipo de surto, simulado em laboratório pela onda 8/20 microssegundos, é decorrente da indução causada pelo impulso eletromagnético de um raio que ocorra em até 2 km da instalação e, por isso, recebe o nome de surto induzido ou sobretensão induzida. Embora, estatisticamente, seja muito mais comum de ocorrer, sua duração e energia é muito menor, assim como os danos causados por ele, que na maioria das vezes se resumem à queima ou degradação de equipamentos que não estejam protegidos. Os surtos conduzidos são descarregados para o aterramento por meio de DPS do Tipo I, enquanto que as sobretensões induzidas podem ser atenuadas por DPS do Tipo II ou III, dependendo do nível de proteção que desejamos para o equipamento e seu posicionamento físico dentro da edificação.

O tempo de resposta ou tempo de atuação para cada um desses dispositivos está diretamente relacionado com a sua capacidade energética e sua tecnologia de fabricação. Quanto maior a capacidade de drenar surtos, mais tempo leva para que um DPS comece a funcionar. É com essa informação que podemos começar a entender a importância da coordenação entre os dispositivos de proteção. Se ela não existir, o DPS do Tipo III atuará antes do Tipo II que, por sua vez, atuará antes do Tipo I. O impacto dessas antecipações nos DPS menos robustos pode ser severo. Por exemplo, um DPS do tipo II não está preparado para descarregar a energia conduzida do raio e, se por algum motivo for submetido a ela, irá se danificar, podendo inclusive explodir e causar danos físicos ao circuito. A grosso modo, a coordenação provoca um atraso na atuação dos DPS tipo II e III, para que eles esperem os descarregadores da corrente do raio, que são os DPS tipo I atuarem primeiro, desviando a maior parte da energia sem submeter o circuito a tensões e correntes indesejadas.

Como a coordenação varia de acordo com cada dispositivo e metodologia de fabricação, a forma correta de fazê-la deverá ser informada pelo fabricante, de preferência na ficha de instalação do dispositivo. Caso ela não seja compatível com algum de seus modelos fabricados, ele também deverá deixar essa informação de forma clara. Nenhum fabricante é obrigado a garantir a coordenação de seus DPS com os de outra marca, portanto, tenha cuidado ao usar diferentes marcas de protetores em uma instalação.

Atualmente, com os avanços tecnológicos, existem no mercado os chamados DPS coordenados, conhecidos popularmente como Tipo I+II. Esses modelos já têm a coordenação garantida internamente pelo fabricante, dispensando instalações complexas e economizando espaço nos quadros elétricos. Um bom exemplo disso são os dispositivos da DEHN, pioneira no mercado de proteção contra surtos, que já oferece centelhadores coordenados do tipo I+II+III. Isso representa uma segurança ainda maior para seus equipamentos somada a uma longa vida útil do protetor. Aproveite para conferir as linhas DEHNshield e DEHNventil no nosso site ou no catálogo da DEHN!

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