Erros mais comuns em instalações do SPDA

TRANSCRIÇÃO PARA DEFICIENTES AUDITIVOS

Seja por falta de conhecimento, prazos apertados, falha nas especificações ou até mesmo economia incoerente, é fato que alguns instaladores e projetistas acabam não cumprido com o recomendado pela norma. Hoje, vamos falar sobre quais são os erros mais comuns encontrados em projetos de SPDA e como podemos corrigi-los. Eu sou Nikolas Lemos e seja muito bem-vindo.

Iniciaremos pelo subsistema de captação, onde é rotineiro encontrarmos condutores fixados com distâncias maiores que o apresentado na NBR 5419-3:2015. A recomendação é que para condutores horizontais, a distância seja de no máximo 1m e para condutores na vertical ou inclinado, 1,5m. Nas inspeções realizadas pelo nosso setor de Engenharia, por exemplo, já foram observados espaçamentos superiores a 3m. Caso houvesse o impacto do raio nesse sistema poderíamos ter um desprendimento dos condutores, causando um dano físico na instalação e até acidentes pela projeção dos destroços.

A correção desse erro é bem simples, basta adicionar fixadores, como presilhas e parafusos, até que as distâncias estejam dentro do especificado. Inclusive, não existe nenhum problema caso as distâncias de fixação sejam menores do que o recomendado em norma. O importante é sempre garantir a correta fixação dos componentes.

Ainda na captação, um outro erro muito comum é a utilização de materiais galvanizados a frio, normalmente, conhecidos por zincado branco ou apenas zincagem eletrolítica, em ambientes externos. Esse tipo de componente é significativamente mais barato do que os materiais galvanizados a fogo ou inoxidáveis. Entretanto, sua durabilidade é baixíssima, o que requer do proprietário a constante manutenção destes componentes. E não leva muito tempo! Na média, basta de 1 a 2 anos para que os componentes zincados eletroliticamente estejam completamente oxidados. Para evitar esse problema, basta utilizar somente os componentes que são fabricados com materiais permitidos pela norma como aço galvanizado a fogo, cobre e suas ligas ou aço inoxidável.

Finalizando sobre erros comuns da captação, nos deparamos com os sinalizadores instalados diretamente nos mastros, algo que inclusive era recomendado no passado. Essa prática não é completamente incorreta, mas exige cuidados adicionais como a instalação de protetores contra surtos adequados no circuito de alimentação do sinalizador. Isto se deve ao fato de que, na ocorrência de uma descarga atmosférica no mastro, os condutores de alimentação do sinalizador fornecerão um caminho para que a corrente do raio penetre na instalação.

A maneira de fazer a proteção contra esse efeito é instalar um DPS do Tipo I+II no ponto em que o condutor de energia entra na estrutura. Só que esse DPS é, normalmente, mais caro e acaba sendo ignorado, já que o cliente considera que não vale a pena investir na proteção do sinalizador. Este é um grande erro, já que na verdade não será apenas o sinalizador que estará protegido por este dispositivo, mas sim, o circuito elétrico da instalação!

Outra forma de solucionar este problema é instalar o sinalizador separadamente, em um outro mastro mais baixo, desde que ele permaneça dentro do volume de proteção da captação, respeitando a distância de segurança ‘S’ e com os circuitos protegidos por DPS do Tipo II, que são bem mais baratos.

A Termotécnica Para-raios também tem um conjunto pronto de sinalizador e mastro com 1,2 m de altura chamado Balizador com o código Tel 613.

No subsistema de descida, quando utilizado o SPDA estrutural, é comum detectar pilares não contínuos que estavam sendo utilizados como elementos de descida. Ou seja , não foi feita a medição de continuidade destes pilares conforme prescreve a norma, que permitisse essa aplicação. Quando ocorrer esse problema, será preciso buscar um outro pilar contínuo para ser utilizado como elemento de descida ou partir para o SPDA externo.

Outro erro bastante comum são as conexões diretas entre elementos de materiais incompatíveis. Um bom exemplo são as ligações entre condutores de cobre da malha de aterramento e condutores de alumínio das descidas externas. Essa conexão, feita de forma inadequada, causará a rápida corrosão dos elementos, prejudicando as ligações elétricas e mecânicas. Por isso, todas as conexões entre elementos distintos devem ser realizadas por meio de conectores bimetálicos, como os estanhados, niquelados, inoxidáveis e etc.

A malha de aterramento é a campeã de erros, sendo os mais graves o uso de componentes não normatizados, como hastes e cabos de cobre nu, que foram temas já abordados no TelCast 5 e 16. Se você ainda não ouviu estes episódios, não deixe de conferir assim que possível!

Outro erro comum é a instalação do condutor em anel enterrado a uma profundidade menor que 50cm, que é o mínimo aceito por norma. Essa recomendação existe para reduzir os níveis de tensão de passo no solo durante a descarga atmosférica e descumpri-la pode colocar em risco a segurança dos ocupantes da instalação.

Mas, de todos os erros encontrados no aterramento, o mais comum é com certeza o uso de conectores mecânicos de pressão enterrados diretamente no solo, sem caixas de inspeção. Esse é um erro gravíssimo, já que em caso de oxidação ou afrouxamento dos conectores, o cliente não conseguirá agir em prol da manutenção, afetando negativamente a funcionalidade da malha de aterramento e colocando em risco a segurança dos ocupantes.

Por fim, nas ligações equipotenciais ocorrem erros como mal dimensionamento de barramentos e condutores. Essa parte é mais complexa, mas felizmente, também já foi assunto do nosso TelCast, no episódio 13.

Lembre-se, é extremamente importante executar um projeto de SPDA à luz da NBR 5419 vigente. Sempre que surgirem dúvidas, conte com o suporte técnico especializado da Termotécnica Para-raios.

Para ampliar seus conhecimentos em SPDA e Medidas de Proteção contra Surtos, acesse o nosso site e saiba mais sobre os cursos on-line que ministramos mensalmente. Continue ligado em nosso canal TELCast para ouvir outras dicas como essa!

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