Pergunte ao Especialista

Envie a sua pergunta para o nosso especialista, Normando Alves. Deixe a Termotécnica Para-raios continuar fazendo parte da construção de seu conhecimento! .

191 Comentarios em “Pergunte ao Especialista

  1. Cesar Figueiredo says:

    Prezado Normando,
    Existe algum item da Norma dizendo que ela não contempla proteção de áreas abertas, somente de edificações? Como justificar ao cliente?
    Obrigado.

  2. thiago crema doleski says:

    Boa tarde,

    Uma dúvida que está em aberto para mim seria em relação a uma Avaliação de Risco na qual exista a necessidade de um SPDA NP IV, eu posso especificar os DPS coordenados para NP maiores que IV (I ou II ou II no caso) ou o NP do DPS coordenado deve ser sempre igual ao NP do SPDA. Isto não está claro na NBR 5419-2 e há algumas discussões em relação a isso. Inclusive o software que eu uso quando se atrela um NP para o SPDA os DPS coordenados obrigatoriamente têem o mesmo NP do SPDA, o SPDA é NP IV, os DPS coordenados são obrigatoriamente NP IV, que influenciam diretamente nas variáveis Pspd e Peb.

    Qual o posicionamento da Termotécnica em relação a este assunto?

    Agradeço a atenção.

  3. LEONEL ROMA says:

    O que significa roteamento de laços sitado na norma. E com relação à blindagem dos cabos, se refere apenas aos cabos que possuem malha interna aterrada.

    • normando says:

      Roteamento de cabos é evitar que os cabos de potencia (energia) não interfiram nos cabos de sinal (Telecom). Isso pode ser feito através de um afastamento fisico entre essas instalações ou compartilhar uma eletrocalha metalica com separador fisico metalico. Os loops (laços) podem ser formados por cabos enrolados, ou um loop entre o sistema de energia e o de sinal que fechem dentro do equipamento um laço, provocando a passagem da corrente , acima do nivel de suportabilidade dos equipamentos envolvidos , podeendo queimar os componentes eletronicos. COm relação á blindagem , existe a blindagem tipo gaiola de Faraday, blindagem interna (espacial) ou blindagem dos cabos (“cabos Shieldados”) . Todos esses macanismos tem que estar referenciados no BEP ou BEL, dependa da situação para reduzir riscos de queima e/ou perda de serviços e em alguns casos muito especificos, até perda de vida humana.

    • normando says:

      Ricardo as ferragens do concreto armado podem ser usadas como elementos naturais de condução (descida) , não de captação., independente de ser SPDA natural ou não natural.

  4. Cesar Figueiredo says:

    Prezado Normando,
    Como fazer o Gerenciamento de Risco (para determinação da classe do SPDA) de grandes áreas abertas como pátios de subestações elétricas de alta tensão? Nesses pátios além dos equipamentos de alta tensão existem edificações (casa de controle, galpões para proteção de equipamentos elétricos etc.). O resultado do GR desenvolvido para as edificações pode ser aplicado também para o pátio? A norma 5419/2015 faz menção a GR para áreas abertas, especialmente para subestações elétricas de alta tensão? Como proceder?
    Fico no aguardo de sua resposta,
    Obrigado

  5. Júlio Barata says:

    Prezado Normando,
    Estamos projetando um edifício de 65m, com revestimento inteiro em pele de vidro. Pela norma, há uma preocupação com descargas laterais para os 20% mais altos do edifício. Como você recomendaria afastar a esfera rolante do edifício neste caso? Este edifício é hospitalar Nível 1, e pela norma entendemos que o método do ângulo de proteção já não é mais eficaz para este nível de proteção nesta altura. Seria a instalação de captores laterais, ou apenas a estrutura que sustenta a pele de vidro pode ser suficiente? A preocupação é avaria por descarga nos vidros acarretar em quebra dos mesmos e consequente queda, o que pode ser fatal. Obrigado, desde já.

    • normando says:

      Prezado Julio,
      Sua preocupação procede , mas não temos muito o que fazer. Se o prédio ainda está em construção a primeira recomendação seria usar o vidro laminado, assim poderiam ser evitados o lançamento do material na vizinhança. Quanto á proteção lateral a melhor sugestão é usar as esquadrias de sustentação dos vidros como captação lateral, desde que estas sejam continuas ou sejam tomadas medidas para garantir a sua continuidade, como jumpers.
      Colocar uns mini captores na horizontal também pode ser uma medida para tentar preservar os vidros , mas as questões estéticas podem predominar e aí inviabilizaria a sua aplicação.
      Abraços,

  6. Luis Felipe Diniz Ribeiro says:

    Bom dia caro Normando,
    Estou prestes a realizar um projeto de SPDA e deparei-me com a seguinte situação. A edificação é rodeada por edifícios vizinhos em algumas laterais e nos fundos, não sendo possível a construção da malha de aterramento de maneira externa. Não se tem dados sobre a estrutura baldrame. A melhor opção é a construção do anel internamente, causando grandes prejuízos em função da destruição do piso? E quanto as descidas que seriam posicionadas nos locais já mencionadas, como remanejá-las?

    • normando says:

      Prezado Luiz Felipe,
      Talvez a solução seja altera o espaçamento entre descidas, para menos, e aumentar o nr de descidas. Não sendo possível fazer o anel por fora então deverá ser feito por dentro. Voce poderia fazer uma tentativa de realizar os testes de continuidade elétrica dos pilares de concreto armado para tentar viabilizar as descidas naturais.
      Abraços,

  7. APARECIDO says:

    Normando, bom dia.

    Para um SPDA de grande área onde não é possivel executar todas as descidas, admite-se um anel interligando as descidas acima do nivel do solo, mas mantendo as hastes de aterramento por descida?

  8. Jorge Cirqueira says:

    Prezado Normando,
    O mercado oferece hoje as chamadas telhas zincalume ou galvalume. Como seria o enquadramento deste tipo de telha na tabela de espessuras mínimas de norma para utilização como captação natural.

    • normando says:

      Abraços,
      Prezado Jorge,
      Precisa ver qual o material que predomina se o aço ou se o alumínio. Praticamentee todas as telhas tem diversas ligas em sua composição, analisar qual a liga predomina e adota ela para busca na tabela .
      Abraços,

  9. VIVIANE says:

    Eng. Normando, Bom dia,

    Estamos fazendo o projeto SPCDA, para um Edifício Residencial com 04 pavimentos que será em estrutura Pré-moldada.
    Por ser pré-moldada, indicamos as descidas em fitas de alumínio aparentes, fixadas na fachada (placas de concreto)…
    Mas por questões de estética o Arq. responsável pelo projeto de arquitetura, quer deixar um tubo de PVC de 50mm, dentro dos pilares pré-moldados, para depois descer o cabo de cobre dentro deste tubo, fazendo a interligação com a malha superior (cobertura) e no solo a malha inferior.
    Tem algum problema em descer este cabo de cobre dentro do Tubo de PVC ? que estará dentro do pilar?

    • normando alves says:

      Prezada Viviane,
      Essa pratica de colocar um cabo de cobre dentro do pilar de concreto está equivocada, isso pode provocar um centelhamento com as ferragens estruturais comprometendo a estrutura do prédio. A melhor pratica seria instalar os Aterrinsert dentro da estrutura interligando todas as ferragens estruturais e fazendo um PSDA natural. Outra alternativa ´usar as fitas de alumínio por fora da estrutura. Dentro da estrutura fica bem mais barato e sem prejuízo estético.
      Se precisar de mais orientações pode contar com nosso suporte técnico gratuito.

      Abraços,

  10. Marcelo Pereira says:

    Normando, boa noite
    Vou refazer o SPDA de uma torre com 16 andares, porém, conforme a norma NBR 5419/2015, será necessário a construção de um aterramento em anel no estacionamento, subsolo do prédio pois o cliente não permite a quebra do lado externo próximo ao prédio. Durante avaliação, percebi que esse projeto será muito trabalhoso e caro, devido ao grande perímetro do prédio. Sendo assim, estou analisando a possibilidade de utilizar as armaduras de concreto da edificação como Subsistema de descida e aterramento, desde que os testes de continuidade estejam de acordo com a Norma 5419/2015. Utilizando as armaduras da edificação será menos oneroso para o clientes e mais segurança de acordo com a Norma. No entanto, essa edificação foi construída em 1983, somando 36 anos de idade. Seria aconselhável a utilização das armaduras desse prédio com essa idade com os testes de continuidade atendendo a Norma? Estou com receio.
    Obrigado.

    • normando says:

      Marcelo , independente da idade esses ensaio podem ( e são recomendados) ser realizados, já fiz testes em prédios com 100 anos no centro de BH. Se os ensaios forem corretamente realizados e obtidos valores baixos, dentro o que a norma exige, ótimo . Fica bem mais barato e com bem menos transtornos, mas também não é moleza, tem diversos problemas a serem vencidos e lembre-se que esses testes são uma tentativa, que pode dar certo ou errado, é importante que o cliente ao contratar saiba disso.

  11. Aloisio Silva says:

    Normando, em telhados metálicos com espessura dentro da norma mas que possuem algumas telhas transparentes de plástico é aceitável usá-lo como captor natural ou é necessário também a instalação dos mini captores?

    • normando says:

      Prezado Aloísio, telhas que possuam a espessura mínima podem ser usadas como captor desde que abaixo da telha não haja nada que possa ser danificado com gotiras ou que contenha material potencialmente perigosos, como áreas classificadas. Neste caso é recomendável que o cliente seja informado que existe o risco de perfuração da tela e possível entrada e água. Com relação a existirem telhas não metálicas , é possivel desde que sejam techos pequenos (menores que o mesh do nível de proteção) . Se isso não for atendido você poderá fazer fechamentos com condutores horizontais por cima dessas telhas , como se fossem jumpers, para que o raio não caia no centro dessa telha. O uso de terminais aéreos pode ser interessante, mas não obrigatório.

  12. normando says:

    Antonio, bom dia, segundo a norma todas as tubulações metalicas que cruzem com a malha de aterramento deverão ser interligadas no ponto de cruzamento. Se não cruzarem mas estiverem proximas, a melhor sugestão é interligar, mas se essa interligação for dificil, então a melhor saida é calcular a distancia de segurança para ter certeza se irá ocorrer um centelhamento ou não. Se não conseguir manter essa distancia minima (s) , então terá obrigatoriamente que interligar. Abraços

  13. Cristian says:

    Boa tarde Normando!
    Posso projetar a captação de uma edificação com cabos de cobre nu e as descidas verticais em fitas de alumínio? Ou essa situação híbrida não é recomendada por limitações técnicas?
    Estou pensando em corrosão no cabo nu devido à diferença dos metais e também na possibilidade de fragilidade na transição destes. O que você orienta a respeito?

  14. Bianca says:

    Boa tarde Normando!
    Eu entendo que se um prédio está atendendo a norma de 2005, as medições de continuidade e instalação de DPS deve suprir boa parte da adequação necessária. Pois como vc falou, quando um edificação (ex: prédio residencial) pela norma de 2005 era nível 3, fazendo os cálculos de risco pela nova norma ele irá possivelmente para o nível 4.
    O que me preocupa é a questão do cabo de aterramento.
    A nova norma exige um cabo de aterramento de cobre nú 50mm2 de 7 fios com 3mm cada fio.
    E na maioria de construções existentes onde encontramos a malha o cabo utilizado é de 19 fios pois a norma de 2005 não especificava a quantidade de fios, e então pela norma 5410/2008 é citado o cabo para malha de aterramento com o cobre nú 50mm2 com 1,8mm cada veio (fio).
    Sendo totalmente inviável a troca de toda a malha, e assim não é possível atestar pela norma de 2015?

    • normando says:

      Prezada Bianca,
      Em alguns casos acontece isso, mas não é uma regra, em outros casos a situação é oposta, se eu tinha instalação na norma de 2005 com nível 4, ela poderá subir para nível 2 ou 1 dependendo dos fatores de ponderação. Como a norma 2015 tem mais e mais precisos fatores, qualquer uma das situações pode acontecer.
      Com relação aos cabos , você so tem que obeceder á NBR5410 quando estiver fazendo um projeto de BT, se vc está avaliando com base na NBR5419 vc tem que seguir essa norma.
      Apesar da versão anterior não entrar em detalhes construtivos , e também pelo fato desta norma não ser uma norma de produto e sim de práticas de engenharia ela mencionava apenas a seção transversal dos condutores segundo os principais fabricantes de cabos eles seguiam a NBR6524.
      Bom se era essa mesma a norma que eles seguiam estavam nos enganando a décadas sem que percebêssemos, porque a grande maioria dos condutores encontrados nos revendedores de materiais elétricos além de não atenderem á seção mínima transversal, não obedeciam também ao nr. de fios e nem á seção individual de cada fio, são os chamados “CABOS COMERCIAIS” , ou seja fora das normas.
      Com relação a ser inviável trocar o cabo do aterramento eu não concordo, havendo recursos disponíveis e vontade tudo é possível. Ainda associado a esse tema, lembre-se da responsabilidade técnica civil e criminal do responsável por essa obra, talvez refazer a obra fique mais barato que um processo judicial, além do desgaste emocional.
      Abraços.

  15. ANTONIO COSTA says:

    Prezado Normando,
    A tubulação de gas GLP, metálica, próxima ao anel de aterramento do prédio com SPDA deve ser interligada para evitar diferenças de potencial, correto?

  16. Michelle says:

    Prezado Normando,

    Estou com um caso de construção de duas edículas de gás próximas a uma edificação. A edificação possui SPDA estrutural e as edículas estão sob o volume de proteção.
    Gostaria de saber quais equalizações são necessárias para evitar o centelhamento perigoso. Além das equalizações das tubulações de gás, cilindros, grades e portas metálicas, e ferragens da edícula, é também necessário a interligação da edícula com a malha de aterramento da edificação principal (no caso as ferragens da fundação)? A equalização é necessária em qualquer caso, ou somente quando o gás for inflamável? Uma das edículas vai abrir acetileno e a outra ar-medicinal, óxido nitroso, ar sintético e argônio. Desde já agradeço a atenção.

    • normando says:

      Michelle, A equipotencialização tem 2 objetivos, um é evitar choques com pessoas e o ouro é centelhamento, assim a recomendação é aterrar e equalizar tudo nessas proximidades.

  17. Aírton Bezerra says:

    Normando, pode fazer a descida dos para raios pelo shaft de um prédio já que pela parte externa, laterais e fundos é inviável pois a edificação encosta nas laterais e fundo do terreno.

    • NORMANDO says:

      Airton, voce experimentou fazer os teste de continuidade da estrutura para substituir as descidas por descidas naturais ? A sua solução tem que ser a ultima das ultimas, as descidas de SPDA dentro de um shaft com outros sistemas , não vai dar certo.

  18. Marcelo Figueiredo says:

    Prezado Normando,
    a) Para uma subestação de concessionária de 138kV, de onde saem diversos circuitos de distribuição para consumidores, é necessário o estudo do gerenciamento de risco para determinação da classe do SPDA, visto que esse local presta serviços essenciais para a população portanto evidencia a necessidade de proteção nível 1?
    b) Considerando a subestação descrita acima, localizada debaixo de linhas de transmissão, cujos cabos para-raios estão a uma altura superior a 25 metros, e supondo nivel 1, cujo raio da esfera é 20 metros, esses cabos proporcionam alguma proteção? As estruturas mais altas da SE estão a 9,5 metros e 12 metros do solo.
    Aguardo seus comentários,
    Obrigado

    • normando says:

      Marcelo, suas ponderações fazem sentido mas infelizmente não estão respaldadas pela norma, a minha sugestão é que vc faça o gerenciamento de risco e desenvolva o projeto com base nas informações do GR, inclusive na parte de documentação a norma exige a apresentação do GR.

      Abraços,

  19. sandro says:

    Boa tarde… em um empreendimento, onde existe vários blocos… mas cada um deles tem terá um nível de risco em virtudes das características de cada um… serão interligados à mesma malha de aterramento no terreno… está correto? … ou a malha de cada um deve ser independente?

    • normando says:

      Sandro,
      A principio malhas de outras edificações não necessa´riamnete deverão ser interligadas, porém se essa distancia for de poucos metros (3 ou 4 metros) a sugestão é interligar , porém não é obrigatório porque a norma quer é que cada edificação tenha todos seus serviços equipotencializados, ela não entra no mérito das vizinhanças.

      Abraços

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