Corrente de fuga: um dos males dos varistores de baixa tecnologia

Diversas tecnologias podem ser empregadas na confecção de dispositivos de proteção contra surtos (DPS), sendo mais comum o uso de centelhadores, diodos tranzorb e varistores de óxido de zinco. Esse último é o mais popular no mercado de proteção, devido a sua versatilidade que permite desviar surtos de médias e baixas intensidades, além de baixo custo quando comparado às demais alternativas.

Um varistor nada mais é do que dois eletrodos separados por uma pasta de óxido de grãos de zinco. Em condições normais esses grãos ficam embaralhados de forma desordenada e sua resistência elétrica é grande o suficiente para impedir a passagem da corrente comum do circuito.

Figura 1 – Representação da configuração de um varistor

Quando um surto elétrico provoca um aumento na tensão em um dos terminais do varistor, a diferença de potencial proporciona um alinhamento automático dos grãos, até que estejam ordenados e criem um caminho para passagem da corrente elétrica para o outro eletrodo.

Figura 2 – Passagem da corrente em um varistor

Após a passagem da corrente, a tensão abaixa e os grãos retomam sua desorganização rotineira. Quanto mais surtos forem conduzidos pelo varistor, mais ele será degradado, perdendo a capacidade de manter os grãos desordenados. Os varistores convencionais suportam até 20 surtos induzidos pelo raio ou até 2 surtos conduzidos e quanto mais próximo desse limite, mais grãos tendem a ficar pré-alinhados.

Figura 3 – Grãos pré-alinhados em um varistor de baixa tecnologia

Esses pequenos alinhamentos podem acabar se juntando, criando um caminho para condução da corrente comum do circuito para o terra. Esse efeito é conhecido por corrente de fuga e acontece, especialmente, em varistores de baixa tecnologia (normalmente, aqueles com preços muito inferiores aos comuns de mercado).

Figura 4 – Representação do efeito conhecido como corrente de fuga

É preciso tomar muito cuidado com essas fugas de corrente! Além dos riscos de choque elétrico para outros elementos ligados à barra PE do DPS, haverá um aumento no consumo de energia. Isto se deve justamente à fuga de corrente que se dará 24h por dia, 7 dias por semana, até que o DPS se queime por completo. Quanto mais degradado estiver o DPS, maior será esse consumo.

Optar por dispositivos que já tenham a capacidade de conter esse fenômeno é uma ótima alternativa, especialmente, em situações onde existirão muitos varistores instalados, que podem representar aumentos expressivos na conta de energia. Nesses casos, a diferença gasta no consumo, certamente, seria suficiente para cobrir o investimento em protetores de alta tecnologia. Um bom exemplo de varistor sem correntes de fuga é o DEHNguard ACI da alemã DEHN, e a Termotécnica Para-raios inclusive é distribuidora no Brasil. Graças a sua tecnologia de ponta no mercado mundial, faz a desconexão do dispositivo e sinaliza sua falha logo na primeira detecção de fuga de corrente.

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Nikolas Lemos
Engenheiro de vendas
engenheiros.vendas@tel.com.br
(31)3308-7046

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